A encantadora Malta - uma viagem a dois
Oi!
Eu sou a Manuela, uma das sócias da I do, Brazil. Esse post é o primeiro de uma sequência sobre a minha viagem com o Victor, meu namorado, para Malta, em fevereiro. Vou falar um pouco sobre a ilha, as cidades, os lugares que mais gostei e darei dicas importantes para você aproveitar o que de melhor o país pode oferecer.
Mas vamos ao que interessa: Malta!
Foto: Arquivo Pessoal
Eu e o Victor temos uma lista – enorme - de destinos que queremos conhecer (todo casal deve ter, né? Depois conta para a gente a sua!). E Malta, a pequena ilha no Mediterrâneo, nunca esteve nela.
Mas quando tivemos a oportunidade, não pensamos duas vezes - ainda bem!
Conhecemos um país encantador, cheio de história, charme e belas paisagens.
Nós fomos no inverno (pegamos 15º C), mas o verão é o grande momento do país. Também pudera: mar de águas clarinhas, praias deslumbrantes e muito sol. Mas a Ilha é interessante em qualquer época do ano.
Pequena, você consegue circular por toda a sua extensão em pouco tempo.
E aqui vai minha principal dica: para se locomover pela ilha, alugue um carro. O transporte público – basicamente ônibus - não é caro, mas tem horários irregulares. Alugar um carro facilita muito a vida e você consegue visitar o máximo de cidades e lugares possíveis.
Mas atenção: Malta tem mão inglesa!
O país é composto por três ilhas habitadas, cada uma com as suas histórias milenares e múltiplos encantos: Malta, Gozo e Comino (o arquipélago tem sete ilhas, mas apenas estas três são habitadas e recebem turistas durante o ano todo).
A história de Malta
Foto: Arquivo Pessoal
Apesar de ser um país antigo, a independência de Malta do Reino Unido veio em 1964, com o rompimento total com os britânicos apenas em 1979 - depois de mais de um século de dominação.
Como tem uma posição estratégica (abaixo da Itália, pertinho da África e no meio do Mar Mediterrâneo), as ilhas Maltesas passaram por dominação de vários povos, como os fenícios, árabes, romanos e ingleses – todos os povos deixaram uma marca, seja na língua, na paisagem ou na religião.
Malta foi sede da Ordem dos Cavaleiros de São João por 268 anos e sua herança é vista desde a construções das cidades (com muitas - mesmo - e belas igrejas) até a religião - o catolicismo é a religião oficial e a dominante no país.
Curiosidade: Malta é o país mais religioso da Europa.
Os malteses também têm muitas influências britânicas, por exemplo, o inglês é a segunda língua do país – o maltês é a língua oficial. Atualmente, Malta é uma república que faz parte da União Europeia e tem o euro como moeda.
Com tantos anos de história e influências de tantos povos, é um destino ideal para os amantes de história!
Como chegar à Ilha
Não existe voo do Brasil para Malta. Nós fomos por Amsterdã, pela KLM, e aproveitamos para ficar uns dias na cidade.
No entanto, os voos normalmente são combinados com Roma, que é a capital mais próxima. Para facilitar nossa vida e fazer Malta um destino para os brasileiros, a TAP está com voos direto de Lisboa para lá.
Malta só tem um aeroporto, localizado em Luqa, que fica cerca de 8km de Valleta, a capital do país. Se você quiser, pode alugar o carro já no aeroporto ou então deixar para fazer isso na cidade em que ficar hospedado.
Minha viagem – o que conhecer!
Foto: Arquivo Pessoal
Uma semana é o tempo ideal para explorar Malta com calma e circular nos principais pontos da ilha. Ficamos hospedados em Sliema, a menos de cinco minutos de ferry boat para Valletta. Sliema foi a nossa base e conhecemos as outras cidades em bate-volta. Como eu disse, a ilha é bem pequena e esses passeios não ficam tão cansativos.
Quem quiser, pode pegar o carro e viajar pelo país, combinando as cidades em um roteiro que dê para aproveitar tudo. (Se preferir, você pode contratar uma empresa especializada para fazer todo o roteiro da sua viagem, tipo a I do, Brazil 🙋♀)
A cidade é o ponto ideal para se hospedar, pois tem o maior número de hotéis - além de ser a mais moderna, um ótimo contraponto as outras cidades.
Cidades imperdíveis:
- Sliema: moderna e bem localizada, de Sliema você consegue ir para as praias, para a capital e também para St Julians e Porto Maso, que são os locais mais agitados e legais de sair, principalmente à noite. E você nem precisa de carro para conhecer esse locais, dá para ir andando ou de ferry (no caso de Valleta). São alguns dias de economia no aluguel do carro. ;)
Na cidade está também o maior (mas bem micro em comparação aos nossos) shopping do país, o The Point. Ele tem uma vista belíssima para Valleta e o passeio pela orla é obrigatório.
Outra dica: termine seu dia de passeio com um café e um cheesecake de pistache no French Affaire, um café fofo com mesinhas ao ar livre.
Aproveite a estadia na cidade para visitar a Ilha Manuel. O acesso é feito por uma pequena ponte de pedra, e conta com um forte construído pelos Cavaleiros da Ordem de Malta no século 18 – o Forte Manuel. A fortificação conta com algumas curiosidades: o poeta Lord Bayron viveu em um edifício ao seu lado por um período e, mais recentemente, foi o local de filmagem de episódios de Game of Thrones.
- St Julian: agitada, cheia de restaurante legais (nós tomamos um café delicioso no Café Cuba) e com muita vida. Destaque para a Spindola Bay, com barcos que são cartões postais e ponto de encontro. Por ali, à noite, tem um passeio romântico de “gôndola”.
Aos apaixonados por gato como eu, tem um lugar feito pra gente: o Cat Village, um espaço criado pelos moradores para gatos de rua - se não gosta de gatos, Malta não é para você! Haha
Brincadeira à parte, o país tem tantos gatos que você encontra estátuas deles por várias cidades.
- Valletta: Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO, a capital do país é bem pequena, mas merece ser visitada com calma, reservando dois dias, se possível. Tem muitos museus e belas igrejas, com destaque para a belíssima St. John Co Cathedral (que conta com duas obras incríveis de Caravaggio).
O grande lance da cidade é andar sem rumo, pelas típicas ruas maltesas. Vale a visita também no Is-Suq tal-Belt: o mercado do século XIX que foi totalmente reformado e abriu as portas no início de 2018. Lindo, cheio de restaurante e com um mercado bem moderno e charmoso. Vale muito a visita!
Durante o ano de 2018, Valletta é a capital da cultura, eleita pela European Capital of Culture.
Foto: Arquivo Pessoal
- Mdina: essa cidade medieval foi a nossa preferida!
Capital por muito anos, foi a sede da nobreza maltesa (ainda existe, sabia?) por séculos, e, atualmente, é conhecida como a “cidade do silêncio”. Bem preservada e muito linda, o legal é visitar a cidade durante o dia e sem pressa.
Acredita-se ter sido o local onde São Paulo ficou preso, gerando muitas visitas de peregrinos ao solo maltês. Para os fãs de Game of Thrones, essa é a cidade com mais locações da série do país.
Foto: Arquivo Pessoal
- Marsaxlokke: esse povoado de pescadores merece pelo menos meio dia de visita. A orla, cheia de restaurantes com comidas típicas mediterrâneas (se você ama frutos do mar, aqui é o seu lugar), é o grande destaque! Vá cedo para conhecer o mercado de peixes, comprar souvenir na feirinha e emende o almoço.
Foto: Arquivo Pessoal
Prepare-se para tirar altas fotos ao redor da sua costa, onde ficam os famosos luzzus, os típicos barcos coloridos dos pescadores malteses, pintados principalmente nas cores vermelho, azul e amarelo. Os olhos desenhados nos barcos é o Olho de Orisis, um símbolo que foi trazido para Malta pelos fenícios. Eles são utilizados nos barcos para trazer proteção para os pescadores.
- Birgu: a cidade é uma das três fortificadas (as outras são Valleta e Mdina), pertinho da capital e uma das mais antigas do país. Visitamos a cidade em um ghost tour durante a noite (traz muitas informações sobre a cidade, mas fui esperando levar vários sustos e nada haha #chatiada) e foi um encantamento!
A cidade é visita obrigatória se você estiver por Malta em outubro, que é quando acontece a BirguFest, uma festa de celebração da cidade e sua arquitetura. Tem programação cultural especial, com exposições, concertos e dura um final de semana. A atração principal é a candlelight fest, onde as ruas ficam iluminadas apenas com velas.
- Ilha de Gozo: a segunda maior do arquipélago, é um encanto! Muito organizada, tem como percorrer tudo em um dia só ou, se preferir, pernoitar por lá. Fizemos em apenas um dia mesmo, e foi uma delícia!
Para chegar à ilha, é necessário pegar um ferry boat – se quiser, já com um carro alugado - em Cirkewwa, que está a 30km de distância da capital.
Nota: infelizmente, a lindíssima formação rochosa – que era um dos principais pontos turísticos de Gozo - conhecida por Janela Azul desmoronou-se em março 2017.
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Como disse, o verão é o grande momento do país. Conhecemos algumas praias que, infelizmente, não pudemos entrar. Outros locais, como Comino e St. Peter Pool, por exemplo, não fomos e ficou aquele gostinho de quero mais.
Mas isso não significa que ir no inverno não tem o seu charme. Nós fomos no finalzinho da estação e fizemos muitos programas culturais que valem muito a pena.
Fique de olho no nosso blog, pois teremos mais posts sobre Malta. O próximo: meus programas preferidos na ilha!
CONFIRA ALGUMAS FOTOS:
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